A revolução lúdica já começou.
O meu amigo venceu o "algorítimo" e eu tenho como provar. Ele não é hacker, não tem conhecimento vasto na área de segurança da informação e nem mesmo se esforçou pra chegar a essa vitória - talvez ele nem tenha parado pra pensar na grandeza do que fez. Ele apenas foi malandro, a maneira mais egoísta de ser lúdico. E não tem nada de errado com isso, eu acho. Usar uma estratégia comercial invasiva ao seu favor, enquanto comprador, é, para mim, legítima defesa. Ladrão que rouba ladrão de informação etc etc. E é muito interessante pensar em como essa luta é injusta. Sem querer assinamos, literalmente, contratos que permitem nossos celulares gravarem sons ambientes. E adivinha? As gravações são disponibilizadas para as empresas dos aplicativos que baixamos e concordamos com os termos de segurança sem ler (parece papo de teoria da conspiração, mas vou citar como fonte meu professor de Direito Civil pra ter mais credibilidade e deixar a responsabilidade com ele). Isso tira de nós o elemento surpresa, eles estão alguns passos a nossa frente, sempre. Mas como meu amigo venceu isso tudo? Bem, ele foi genial. Ele começou a usar essa onisciência contra ela mesma. Ele dobrou o cano da arma do combatente. Ele trucou com três zap's na mão. "Tá, Arthur, mas como ele fez isso?". Simples, ele começou a conversar com o Ifood. É isso mesmo. Toda vez que ele ficava com fome e não tinha muita grana, ele verbalizava "Pô, um cuponzinho agora seria top, heim, Ifood". Além disso ele mandava inúmeras mensagens para grupos e pessoas contendo as palavras "cupom" e "ifood", para o seu interlocutor cibernético pegar a indireta. Aí você me pergunta, "funcionava?". Não sei a resposta, mas pra mim ele já tem a vitória. Se essa não é a revolução lúdica, não sei qual será.
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